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PROJETO ARCA DE NOÉ

ESCOLA DE ECOLOGIA AUGUSTO RUSCHI
ENSINO EXTENSIVO de 1º e  2º o grau

 ESCOLA BOSQUE

ESCOLA PARQUE

ESCOLA DO MAR

PROPOSTA INTERDISCIPLINAR

Aprovado pelo CONSELHO ESTADUAL de EDUCAÇÃO em 11/07/94, pelo CEE Nª 215/94

ESTAÇÃO BIOLOGIA MARINHA EDIÇÕES RUSCHI
Desde 1970

As ciências são o produto da curiosidade inata de milhares de gerações, encontrando respaldo na curiosidade espontânea das crianças.
O mundo moderno e suas conquistas são produtos das ciências.
Cabe ao educador fundamentar a ética da vida para a utilização correta das ciências e dos recursos naturais.
Fazer isto é fazer EDUCAÇÃO AMBIENTAL.

 

O PROJETO ARCA DE NOÉ

trabalha nas seguintes áreas de visitação:

- ESTAÇÃO BIOLOGIA MARINHA RUSCHI- Santa Cruz , ES
- CASA AUGUSTO RUSCHI - Santa Teresa , ES
- FLORESTA SANTA LÚCIA - Santa Teresa, ES
- CHAPADA DA DIAMANTINA - Mucugê, BA

 

INTRODUÇÃO

O Programa ARCA DE NOÉ , vem sendo realizado desde 1989, com cerca de 1800 excursões e vários projetos interdisciplinares, atingindo junto à 1.000 escolas de 1º,2º e 3º graus, cerca de 280.000 alunos. Entre estes alunos, 150.000 participaram do projeto com aulas práticas de campo, sendo esta atividade considerada a de melhor resultado como sensibilização. A maioria das escolas são da região sudeste: 50% da região da Grande Vitória e 50% de outros estados.

Tradicionalmente, várias Universidades vêm utilizando-se da área para aulas práticas e pesquisas científicas desde 1970. Entre cursos especializados e treinamentos de monitores e técnicos de educação ambiental, foram atendidos mais de 5000 professores , técnicos de prefeituras e grande empresas estatais. Obtivemos muitos resultados positivos, com ampla divulgação pública na grande imprensa, inclusive a especializada, Tvs locais e rede Nacional, documentários e repórteres especializados internacionais.

Durante este período testamos diversas metodologias de educação ambiental, sendo algumas criadas por nós mesmos a partir de nossas pesquisas e testes. Desenvolvemos elementos específicos aplicáveis conforme a situação da escola, comunidade de origem, problemas ambientais básicos da região, características culturais, idade, estilo de professor e outros.
Sobre diversos aspectos, este é um trabalho pioneiro no Brasil, uma vez que existem poucas instituições de pesquisa e ensino especializadas em EDUCAÇÃO AMBIENTAL. Mesmo no exterior existem poucos centros de trabalhos similares.

Os motivos desta carência nesta área são em função da própria novidade em si, como uma nova área do conhecimento humano, assim como as dificuldades metodológicas e filosóficas da educação. A tendência que registramos neste setor, principalmente a partir da ECO-92, é uma franca expansão e progressivo interesse por parte das Universidades, professores e comunidades, em resposta à demanda de melhoria da qualidade de vida e educação solicitada por todas as camadas sociais.

A primeira proposta feita neste sentido no Brasil, foi apresentada pelo profº Augusto Ruschi no final da década de 50, não alcançando porém o respaldo das instituições oficiais da época. Em outros países os primeiros trabalhos iniciaram-se em meados da década de 40, alcançando maior expansão na década de 60.

No Brasil, os debates neste sentido somente iniciaram-se na década de 70, com grande influência dos debates e polêmicas científicas e ecológicas provocadas pelo próprio profº. Augusto Ruschi. Nesta mesma época o profº. Ruschi fundou a ESTACÃO BIOLOGIA MARINHA com objetivos didáticos e de pesquisas dos ecossistemas marinhos.

Sentimos que as dificuldades de desenvolvimento dos trabalhos são muito grandes, principalmente devido à estruturação com pouca flexibilidade e conhecimento de causa da pedagogia tradicional. Mas estas dificuldades tendem a resolver-se naturalmente, após os primeiros passos, pois a Educação Ambiental acrescenta novo alento à didática, utilizando-se de técnicas criativas que visem o despertar da sensibilidade à natureza.

O conteúdo informativo deve ser desenhado de maneira a estimular mais à percepção do que ao intelecto num primeiro instante, pois a percepção antecede ao raciocínio no processo do aprendizado, e somente com o seu desenvolvimento harmônico ao intelecto é que realizamos nossa integração interna. A educação baseada na percepção da realidade ambiental é pois uma técnica da psicologia ambiental, aplicada a educação ambiental. A vivência do “ECO” é o meio fundamental para propiciar-se a percepção do mesmo com consciência de causa.

 

METODOLOGIA

As atividades serão desenvolvidas através de aulas de campo, com caminhadas através dos ecossistemas típicos de litoral do Estado do Espírito Santo:

- Floresta Atlântica de Montanha
- Floresta Paludosa
- Restinga
- Mangue
- Praia 
- Arrecifes marinhos

Nas aulas de campo serão feitas coletas e observações sobre os principais grupos de seres vivos existentes nos locais das caminhadas, ao mesmo tempo que se estimulará várias possíveis abordagens das situações presentes, valorizando-se os seguintes aspectos:

- Habilidade física                      

- Conhecimentos básicos

- Sensibilidade

- Consciência ambiental

- Atenção

- Características do ambiente

- Linguagem

- Características dos seres vivos

- Expressão

- Características geográficas

- Inter-relação de grupo

- Características históricas e culturais

- Criatividade

- Características sócio-econômicas

Após as aulas de campo, serão feitos trabalhos de laboratório com os espécimes coletados, montando-se ao mesmo tempo um trabalho de grupo com técnicas criativas para apresentação final, orientada por monitores e roteiro de tarefas para grupos de trabalhos.

A ampliação da consciência ambiental permite uma melhoria de diagnóstico da real situação ambiental, assim como de si mesmo e de sua função. Somente após esta consciência é que é possível organizar-se os meios necessários para uma ação harmônica e compatível com a proteção da natureza. A liberdade de expressão, criatividade e novas informações são os ingredientes canalizadores do aprendizado, que se realiza através da elaboração progressiva de uma síntese criativa e agradável.

Com estas dinâmicas, organização e meios físicos, pretende-se alcançar um nível de sensibilização capaz de catalisar um processo de percepção ambiental, e ação conseqüente à este nível de consciência.Temos sentido no decorrer de nossa experiência profissional a necessidade de auxiliar ao estudante de nossas universidades a traduzir o conhecimento teórico adquirido, para questões de ordem prática e vivencial. Além das atividades acadêmicas a extensão universitária pode contribuir de forma efetiva para a formação dos graduandos, aproximando-os da realidade ambiental e didática extra classe.

Estes cursos ou programa visam preencher o espaço deixado pelas atividades acadêmicas, buscando um ensino interdisciplinar, visão global, compreensão dos ecossistemas, treinamento de habilidades e auto conhecimento, através de trabalhos e vivências no campo.

 

OBJETIVOS

1. GERAIS:

- Identificar o indivíduo, seu meio e sua função no processo ambiental. - Desenvolver harmonicamente a relação Homem X Natureza.

- Estimular um melhor aproveitamento do processo tecnológico visando a manutenção dos processos vitais do meio ambiente.

- Promover ensino de ecologia em diversos níveis satisfazendo as necessidades da sociedade e seu direito à um ambiente sadio e equilibrado.

- Propiciar vivências que estimulem o desenvolvimento da percepção, levando o indivíduo a adotar um comportamento integrado à realidade ambiental.

 

2. ESPECÍFICOS :

-Envolver a sociedade consciente na proteção e preservação dos bens naturais.

- Esclarecer as necessidades de preservação para gerações futuras através da proteção das espécies e reflorestamento.

- Integrar o estudante no processo de preservação e conservação do meio ambiente.

- Despertar a visão da integração dos mecanismos de interação dos seres vivos com o seu meio ambiente.

- Apoiar ao desenvolvimento curricular da escola atrav és de uma abordagem ecológica interdisciplinar, abordando-se os seguintes aspectos: biologia, zoologia, botânica, ecologia, fisiologia, matemática, geografia, história, psicologia, educação física, português, química e artes.

- Apoiar a implantação da educação ambiental como um todo.

- Propiciar uma vivência ambiental de maneira a informar didaticamente sobre as características dos ecossistemas litorâneos e sua biodiversidade.

- Ampliar e melhorar as condições de assistência aos cursos de graduação e pós graduação das universidades.

- Desenvolver o treinamento de educadores ambientais.

- Oferecer práticas com enfoque na metodologia de trabalho de campo.

- Proporcionar vivências que auxiliem o desenvolvimento do perfil profissional do futuro biólogo.